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Amor sentido, de Vana Bedaque

Jade Petronilho


 

Por que temas como morte, perdas e luto costumam causar um impacto negativo na maioria de nós? Por que tememos falar sobre situações e sentimentos que, naturalmente, fazem parte de nossas vidas? Por que é tão comum que fujamos do inevitável? Essas são algumas questões abordadas pela psicóloga Vana Bedaque em sua obra Amor Sem Tido, Amor Sentido.

A partir de uma experiência pessoal relacionada à perda de um alguém querido e após profunda reflexão, Vana decidiu compartilhar – através da escrita - o que “aprendeu” com essa difícil situação; segundo ela, o acontecimento a submeteu a “um daqueles momentos que, por circunstâncias de vida, temos que obrigatoriamente parar para pensar”.

 

Vana acredita que pensar/ falar sobre morte “é mais um daqueles convites que a vida nos traz nas entrelinhas: ou refletimos sobre esses acontecimentos e sentimentos ou passaremos a vida acreditando que fomos injustiçados por ela”.

A autora deixa claro que depois do falecimento de alguém que gostamos, o luto é inevitável, porém cabe a cada um de nós optar por ser consumido pelo sentimento de perda ou não; ela defende a idéia de que é preciso “retirar ganhos” mesmo de circunstâncias desagradáveis como a morte, afinal, são em momentos como este que podemos contar com o “recurso fundamental” do apoio provindo das amizades e da família.

O livro, ao contrário do que se pode pensar, não enaltece a morte, mas a trata como um processo comum da vida de todos os seres e, com isso, busca celebrar o nosso existir.

Amor Sem Tido, Amor Sentido não é um livro técnico e muito menos uma obra de ficção. São personagens reais, com sentimentos profundos que - mesmo enfrentando fatos inevitáveis do viver – ao invés de se lamentarem, chegam à conclusão de que o melhor é ter um final feliz.

 

Press Release por: Jade Petronilho

 

 

 



Matéria publicada em 01/05/2009   - Edição Número 117