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Como nossos pais Humberto Cristofoletti Neto
Se me permitem a ousadia, vou começar esse texto com uma frase da poeta: “Ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais......” Longe de mim pregar ou ser fã fervoroso de Elis Regina. Não é isso. Até gosto, mas nada mais que um bom apreciador de música. Na verdade uso esse apelo poético (se é assim que se diz) para falar (ou escrever) um pouco sobre um assunto que vem deveras me incomodando. A crise dos 40. Não, não vou lamentar a idade, ou dizer que estou preocupado com suas conseqüências físicas ou psíquicas. Sinceramente, não tenho nem tempo para isso. Até porque ainda não cheguei lá. Falta um pouquinho. Falo do quanto mudamos, evoluímos e nos modernizamos e o quanto ainda somos parecidos com nossos pais. Não venha me dizer que você, que beira os quarenta, (seja para mais ou para menos) e já tem filho, família, trabalho, estabilidade financeira (se é que isso existe) compromisso, responsabilidade e todas aquelas coisas que queremos ou buscamos como seres humanos socialmente evoluídos, nunca pensou ou falou que é diferente de seus pais? Que quer para seu filho o que nunca teve? Que fala mais, é amigo e ainda por cima entende a juventude de hoje em dia? Bobagem. Somos todos iguais. Podemos até não perceber mas, com certeza, para nossos filhos, somos pais como nossos pais. Até porque a experiência de pai com filho é única e exclusiva, ou seja, cada um tem a sua a seu tempo e ponto. Dia desses conheci uma nova publicação editorial (e não estou fazendo merchandising) que se chama “Flashback”. Mas espera aí. Flashback não é o que tocava em 1970?. Ledo engano meu caro amigo. Para nós, futuros ou presentes emergentes dos quarenta anos, flashback é tudo aquilo que já passou (e não faz muito tempo). Pergunte se seu filho já ouviu falar de Ultramen, Speed Racer, Smurfs, Aquaplay, Falcon, Menudo (hahg!!!) e tantos outros exemplos. Você acha que esses são velhos. Pois bem, tente esses então: Paquitas, The Smiths, Plebe Rude, Cubo mágico, Magyver, são mais recentes, mas não menos desconhecidos. A geração atual é outro papo. Não, não tente entender. Apenas aceite. Óbvio que com a responsabilidade de pai que educa e orienta. E só. Não queira se misturar que você vai passar vergonha ou envergonhar seu filho. Sem essa de botar brinco, (a não ser que você já faça isso desde a adolescência), percieng, tatoo, gíria, etc. Você sabe quais são os três melhores Djs do mundo. Desencana, eu também não. E agora é assim: bailinho virou balada (se bem que bailinho já era ultrapassado na minha época), namoro virou “ficar”, lotado virou “bombando”, e por aí vai. Quer saber? É tudo a mesma coisa só que com a linguagem dos dias de hoje. E a crise dos quarenta? Deixa pra lá. Como dizem por aí, “o importante é ter saúde....” e quem manda é a cabeça, não é?. Só não vá se empolgar por que o corpinho meu amigo, esse sim, já não acompanha mais tanta coisa. Por isso, é sempre bom ter juízo. Seja bem vindo a maturidade. Ou modernidade, como queira...... Sobre o autor: Humberto Cristofoletti Neto é formado em Administração de Empresas e atua na área de Marketing há 12 anos. E-mail: hcrisneto@ig.com.br
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