![]() |
|
![]() |
Fale conosco | Cadastro | Indique este site | Como publicar | Links Indicados | Editora Komedi | Webka |
|
Bem-vindo(a) visitante 18586299, 02/09/2010 • www.kplus.com.br |
|
Implementando o CMMI (Capability Maturity Mode Integration) como ferramenta para gerenciamento de projetos de Software Adilson Moreira de Souza
“Em casa de ferreiro espeto é de pau” Hoje, nas organizações, existe uma crescente demanda pela qualidade da prestação de serviço ao cliente, tem-se que trabalhar em prol da sua fidelização – O Cliente é o que importa. Este conceito está muito presente nas empresas, dessa forma, o atendimento ao cliente interno passa a ser a meta principal. Em muitas empresas, a área de TI é um dos prestadores de serviço mais criticado, porque interage diretamente com todas as áreas das empresas, fornecendo-lhes ferramentas que possibilitem o aumento da produtividade e seu crescimento. Muitas vezes os integrantes de TI não conseguem planejar suas ações, tornando-as imprevisíveis e até caóticas; isto ocorre porque a documentação dos processos, às vezes, não está atualizada ou sequer existe. Os poucos processos estáveis existentes estão sujeitos a esforços individuais, já que não há padrões a serem seguidos ou, se houver, são ignorados; as ferramentas são usadas sem controle gerencial, ou seja, ao acaso; as metodologias são aplicadas informalmente, sem que haja resultados previsíveis. O sucesso, portanto, depende diretamente dos desenvolvedores. Dessa forma, o número de reclamações cresce, fazendo com que a equipe de TI passe a agir como BOMBEIROS; todavia, não consegue atingir os resultados esperados pela organização, criando um círculo vicioso: não planejo porque não tenho tempo, não tenho tempo porque as necessidades do sistema são freqüentes; as necessidades de correção do sistema são urgentes porque não há um planejamento. Esse círculo, porém, pode ser quebrado pela TI e, assim, o atendimento com qualidade aos clientes será aprimorado. No entanto, como realizar esta mudança? É certo que não será de imediato, pois os profissionais terão que buscar no mercado ferramentas e metodologias que os auxiliem neste empreendimento. A adoção da metodologia CMMI como ferramenta no gerenciamento de projetos de Software é muito comentada e requisitada. Mas, o que é CMMI? É uma metodologia criada pela SEI (Software Engineering Institute) para ser um guia destinado a melhorar os processos organizacionais e a habilidade desses em gerenciar o desenvolvimento, a aquisição e a manutenção de produtos e serviços. O CMMI organiza as práticas, que já são consideradas efetivas, em uma estrutura que visa auxiliar a organização a estabelecer prioridades para melhoria e também fornece um guia para a implementação dessas melhorias. O primeiro passo a ser dado é a identificação – através de um método definido pelo SEI ((SCAMPI – SEI Members of the Assessment Method Integrated Team, 2001) e conduzido por um avaliador credenciado – do estágio em que a empresa se encontra no presente; uma vez que este denota um nível de maturidade a ser alcançado pelas empresas, visando ajudá-las no desenvolvimento e manutenção dos projetos de software, como também melhorar a capacidade de seus processos. Após a verificação do estágio da empresa, verifica-se qual a próxima etapa a ser alcançada e quais as competências que devem ser adquiridas neste processo. Esta fase é importante, pois permite alcançar o sucesso e, conseqüentemente, melhoria na qualidade dos serviços e produtos fornecidos pela área de tecnologia da Empresa. O CMMI está dividido em cinco estágios:
A seguir seguem os detalhes de cada estágio e suas respectivas competências. QUADRO DE COMPETÊNCIAS POR ESTAGIO
Deve-se lembrar de que não basta saber onde se deseja chegar; é preciso traçar o caminho que se irá trilhar para atingir o objetivo. Nesta tarefa, a metodologia CMMI também socorre, dividindo cada estágio em áreas de processo e para cada uma delas são definidos dois conjuntos de metas: as específicas e as genéricas. A essas metas, a definição do modelo recomenda práticas genéricas divididas em um conjunto de características comuns que por sua vez se divide em quatro categorias. São elas: Comprometimento com a execução – Agrupa práticas relacionadas à definição de políticas e responsabilidades, descrevendo ações para assegurar que o processo se estabeleça e seja duradouro; Habilitação para execução – Agrupa práticas contendo pré-condições para o projeto, de forma a permitir a implementação adequada do processo; Direcionamento a implementação – Agrupa práticas relacionadas ao gerenciamento do desempenho do processo; Verificação da implementação – Agrupa práticas para revisão junto à alta gerência e avaliação objetiva da conformidade com processos, procedimentos e padrões. É necessário à Empresa focar seus esforços na definição das metas específicas/genéricas para a realização do trabalho. As metas específicas, na maioria das vezes, estão focadas no negócio da empresa e buscam alinhar a metodologia CMMI às necessidades próprias; por sua vez as metas comuns focam em aspectos inerentes a qualquer empresa e devem ser considerados para a correta implementação da metodologia, de forma a garantir a maximização dos resultados. As categorias acima descritas deverão ser consideradas em qualquer estágio com o qual a empresa se identifique dentro da metodologia exposta. Elas buscam direcionar as ações de forma a garantir que o ciclo de evolução seja completado, possibilitando a implementação de uma evolução contínua dos processos e do produto como um todo. A metodologia CMMI é um guia para as pessoas de TI que já estão cansadas de agir como bombeiros, trabalhando arduamente e sem encontrar nenhum reconhecimento pelos usuários. Não é de forma alguma um processo simples de ser realizado, exige uma mudança de cultura voltada para o planejamento, a qualidade e o controle dos processos de desenvolvimento dos softwares. Os tópicos descritos acima são os passos iniciais a serem tomados pelas empresas que desejam implementar uma cultura na Gestão de Desenvolvimento. Mini Currículo: Adilson Moreira de Souza, Analista de Sistemas formado pela Universidade Metodista de Piracicaba, Especialista em Analise de Sistemas e MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas. E-mail: adilson_m_souza@uol.com.br
|