Fale conosco | Cadastro | Indique este site | Como publicar | Links Indicados | Editora Komedi | Webka


Bem-vindo(a) visitante 18586299, 02/09/2010 • www.kplus.com.br


Busca no Kplus

Digite um assunto específico que deseja encontrar no site

Matérias

Serviços

Mais de 70 Jornais Nacionais e Internacionais
Mais de 100 Revistas Nacionais e Internacionais
Mais de 100 Museus do Mundo
Programas de Busca na Internet - Nacionais e Internacionais

Revistas

 

Editorial

A Revista A Cigarra tem participado de várias atividades literárias  e encontrado muitas pessoas que vem divulgando a cultura da Região das Sete Cidades (Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra), constatamos que vivemos um momento muito fértil de criatividade e atitude de cidadania tendo as artes como a carro chefe.

Continuamos com nossas antenas ligadas e aguardando toda poesia possível.

N O  M E I O - F I O

no meio do caminho
tinha uma perna

nunca esquecerei
no meio do caminho
que tinha
uma perna
no meio do caminho

Alessandro Marino Lima
alima28@uol.com.br

Oração pelo poema

XXVI

A cem quilômetros por hora,
solto a direção do automóvel,
para escrever alguma coisa
mais urgente que minha vida.

Devo portanto utilizar
o vocabulário econômico
do Século: é proibido
amar, fumar, pisar na grama.

Mas gostaria que restasse
algum tempo para dizer
no poema as palavras súbitas
de recompensa e remissão.

Ó meu Deus, eu quero escrever
a minha vida,  não teu Céu.
Eu estou só e enlouquecido
como as ovelhas mais longínquas.

Dá pelo menos a esperança
de terminar o doloroso
poema. Dá isso a teu filho,
caído, e coberto de sal.

Alberto da Cunha Melo
In Oração pelo Poema
www.albertocmelo.hpg.com.br)

cronograma de pedras
                  olhos de
anêmona suave     e mãos
que se cruzam nas ruas
em busca de outras mãos

                ? minhas tuas

nascedouro e ocaso das manhãs

sem outra cara ou metade
    inteira parte de tudo

Lau Siqueira
08.03.2002
Paraíba

Não peço ao mundo que me aceite
apenas quero que me amem
não todas as pessoas, nem sempre

neste caminho
aprender a ser mulher cada dia
num fazer permanente
em quereres próprios
deixar as foleirices de lado
saber que ao assim ser
as horas são mais quentes
os dias mais intensos
as paixões possíveis
poder rir com quem sabe rir
das palavras entendidas
umas ditas e outras imaginadas
nestes sorrisos que valem a pena
nestas passagens a pensar
o que será ser mulher
depois de menina

Mulher será saber-se
a si mesma como ser
e ao mundo esquecer
porque ele não nos quer sabedoras
sabermos é podermos
podermos é liberdade
esta liberdade que tanto amo
e o mundo tanto poda

Mulher é conhecer o seu corpo
dele fazer os prazeres
construir as opções
recriar os carinhos
dividir-se em delírios
consciente das partilhas

Mulher é ser parceira
de trabalhos e dores
das chuvas em águas
fora de hora

Mulher é trabalhar
no que melhor quer
é lutar por ter opções
é querer

Constança de Almeida Lucas
cons@dialdata.com.br
http://www.constancalucas.dialdata.com.br
http://www.geocities.com/SoHo/Lofts/7308

Fiança

A borboleta não sabe
Da suas asas, nem lembra da forma
Do seu passado.
A borboleta é
Uma sensação,
Um lembrete da primavera
Que já passou.

Fausto Wolff
in O Pacto de Wolffenbüttel
Ed. Bertrand Brasil- 2002

Poema-prefácio
para O céu de todas as cidades

  mar
alaúde
de jade

    céu
labirinto
 de cristal

Alberto Marsicano

você acaricia o incontrolável

em fronteiras vazias
nos entregamos ao
sol profundo do esquecimento

depois da estação
onde já não te vejo

suponho o teu olhar as estrelas

Gustavo Arruda
In O Céu de Todas as Cidades
Edições Quase- Portugal

Mulher

Essa mulher atrás do sorriso
é metamorfose de amores.
Raízes sem inércia
buscando rebeldias,
pela mão leva seus rumos,
cultiva em silêncio as forças.
Essa mulher germinou
nas entranhas do tempo
e caminha pelas ruas,
incógnita Eva, Lilith, Maria,
Joana D’Arc, Pagú, Clarice.
E de tantos nomes e rostos
talvez nem ela saiba, que é
a essência de todas em uma só.

Jurema Barreto de Souza

BEM SEI
SER SOL
QUANDO TUDO
EM MIM ANOITECE.

Zhô  Bertholini

claro de lua
o teu corpo nu
reflete o brilho da lua
no meu olhar perdido
no vão da janela.

Ademir Antonio Bacca
in Pandorgas ao Vento
Editora Grafite –Bento Gonçalves-RS

 

 



Matéria publicada em 01/04/2002   - Edição Número 32