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Conflito da inteligência humana

Carlos Antônio Varela


Esta em moda atualmente o estudo entre o conflito de nossa inteligência emocional com a inteligência racional.

Como podemos resolver esta guerra intrínseca do ser humano de modo a aproveitar conscientemente o melhor dos dois sistemas que comandam nossas reações e atitudes diante dos fatos do dia a dia de nossas vidas.

A inteligência emocional é uma herança genética que possuímos moldada ao longo da existência humana, no sentido de oferecer uma reação instantânea a qualquer ameaça que assim for entendida ou pressentida pelo indivíduo, baseada em nossos instintos mais primários. Seja uma ameaça verdadeira ou falsa, fruto de nossa insegurança diante de algo que tenhamos que fazer, mas que não nos sentirmos estar preparados o suficiente para esta experiência, medo da reação de nossos parceiros, etc. Chamamos de instinto de preservação da espécie.

Esta reação instintiva entendida muitas vezes como irracional foi uma das principais diferenças que permitiram a preservação da humanidade na natureza, ao longo dos séculos. Responsável por quase todas as reações e sentimentos do ser humano de forma aparentemente sem lógica. Mas fortemente embasada nas experiências vividas pelo homem em seu habitat.

A inteligência racional utiliza à lógica, o pensamento coordenado para tomar decisões, cada vez que temos um determinado problema usamos nosso conhecimento e ou experiências de vida, procurando uma solução adequada ao problema de modo bem cartesiano, estudado, suas conseqüências e desdobramentos futuros sem atitudes preconcebidas ou preconceituosas. Porém, não envolvendo sentimentos, preconceitos, reações instantâneas, utilizam plenamente o raciocínio lógico.

Esta também é uma das características que fazem o diferencial da espécie humana em relação aos demais seres vivos que, permitiram seu crescimento e evolução ao longo dos séculos.

As duas formas de inteligência completam o ser humano em sua essência uma fornece à reação instintiva e rápida. A outra nos conduz a racionalização da solução ou atitude a ser tomada diante de um problema ou situação, colocando-a em sua real dimensão e concebendo a melhor solução dentro do raciocínio lógico de nosso conhecimento.

Vivemos na chamada era do conhecimento, em continua expansão e diversificação a todo o momento, ampliando nossos horizontes e maneira de pensar e reagir, desmistificando conceitos, preconceitos, novas formas de gerenciamento, etc.

Para que tenhamos as melhores condições de acompanhar este desenvolvimento acelerado devemos treinar nosso cérebro para maior integração e sinergia entre este espetacular conjunto de inteligência emocional e racional obtendo maior proveito entre sentimento, emoções, reações rápidas e raciocínio lógico e planejado. Desta forma ampliando nossa capacidade de entender e resolver conflitos de interesse em nossa essência, nossa personalidade.

Bibliografia: Inteligência Emocional
Autor: Daniel Goleman, PHD - Editora Objetiva

Sobre o autor:

Carlos Antônio Varela atua na área de Controladoria há mais de 30 anos, formado em Administração de Empresas, Contabilidade e Desenho Industrial.
E-mail cavarela@uol.com.br

 



Matéria publicada em 01/12/2005   - Edição Número 76